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1 de Abril de 2020

Dilma, sobre vaias e xingamentos: "Não vou me intimidar"

Dimas Carneiro, Bacharel em Direito
Publicado por Dimas Carneiro
há 6 anos

Leiam o que informa Gabriel Castro, na VEJA. Com. Comento no próximo post. A presidente Dilma Rousseff falou nesta sexta-feira a respeito das vaias e xingamentos recebidos na tarde desta quinta em São Paulo, durante a abertura da Copa do Mundo no estádio Itaquerão. Em cerimônia em Brasília, a presidente afirmou que não se abate com a reprovação demonstrada pelos torcedores presentes à arena paulista. “Não são xingamentos que vão me intimidar, atemorizar. Não me abaterei”, disse a presidente.

Antes de comentar os xingamentos, Dilma aproveitou o discurso para atacar seus críticos – e, mais uma vez, ignorou as falhas na preparação do país para o Mundial. “Depois que superamos isso, enfrentamos os obstáculos, encaramos os problemas, demos a volta por cima. Não vou me deixar atemorizar por xingamentos que não podem sequer ser escutados pelas crianças e pelas famílias”, afirmou.

A presidente também afirmou que as ofensas proferidas pelos torcedores no Itaquerão não representam o que pensa a população do país. “O povo brasileiro não pensa assim e, sobretudo, o povo brasileiro não se sente da forma como esses xingamentos expressam. O povo brasileiro é civilizado e extremamente generoso e educado. Podem contar que isso não me enfraquece. Podem contar”, afirmou. Dilma ainda fez menção ao período militar, durante o qual foi presa e torturada: “Não suportei apenas agressões verbais. Foram agressões físicas quase insuportáveis, e nada me tirou do meu rumo. Nada tirou de mim os compromissos que assumi ou os caminhos que tracei para mim”, afirmou.

O discurso desta sexta foi feito durante a cerimônia de inauguração da primeira etapa do Expresso DF, um novo sistema de transporte construído pelo governo do Distrito Federal com recursos do governo federal. O projeto tem um custo total de 761,4 milhões de reais. A plateia presente era controlada – e bastante amigável à presidente: apenas autoridades, funcionários da obra e militantes petistas tiveram acesso ao local. Justamente por isso, Dilma foi ovacionada ao subir para discursar.

A presidente não discursou durante a abertura da Copa justamente para evitar vaias. Mas, mesmo sem usar a palavra, a presidente foi hostilizada antes, durante e depois do jogo em que o Brasil derrotou a Croácia por 3 a 1.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-sobre-vaiasexingamentos-nao-vou-me-intimidar/

4 Comentários

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Se isso não intimida a senhora presidente porque ela fugiu do discurso? Por que ela fez o máximo para não aparecer? Será que era medo das vaias e xingamentos? Mais ela não disse que isso não a intimida?

Eita mulher mentirosa. continuar lendo

Evidentemente não podemos apoiar a hostilidade chula dirigida a quem ocupa tão importante cargo público, mas temos visto políticos do PT apoiando determinadas formas musicais que verbalizam ofensas grosseiras a instituições como a Polícia e a Justiça e, agora segmentos radicais do povo se voltam contra a própria chefe de estado, com essa mesma linguagem. Se esse governo populista e bolivariano se deliciou com a hostilização vulgar de autoridades das quais não gosta, tem agora esse mesmo comportamento popular voltado contra os seus próprios membros governamentais. Parece que o governo nunca ouviu falar em bumerangue, mas agora está descobrindo do que se trata. Em seguida a Presidenta saiu pela mesma porta de sempre: lembrou que foi presa e torturada por militares, mas se esqueceu de mencionar que participou de grupo guerrilheiro o qual explodiu bomba que matou gente. continuar lendo

Ora, vamos e venhamos, a presidente está na corda bamba, sacudir ela um pouco mais vai resultar de duas formas diferentes: ela cai, o PT cai. Mas tudo fica igual, pois as ideologias partidárias somem no poder, e, tudo fica como estava. A segunda: ela fica, tudo mais fica igual, sendo que não passaremos por um período de pseudo-transição que macularia o Estado por três anos de inatividade. Resumindo: tudo ficará como está, xingada ou não, ele detém poder e isso faz dela uma pessoa que fora da exibição pública, é apática como qualquer dos políticos os quais votamos. continuar lendo

Tem razão, Rafael. A bandidagem é multipartidária e todos os partidos existentes necessitam de rigoroso saneamento e, se não tomarem a iniciativa de expulsar os corruptos dos seus quadros, alguém terá que fazê-lo, pois enquanto políticos bandidos estiverem ativos, as pessoas honestas e competentes continuarão se mantendo longe da política, porque não querem se misturar a essa quadrilha multipartidária que infesta o país. Se os militares ascendessem ao poder, com o Ministro Joaquim Barbosa na Presidência da República, creio que a população decente e produtiva aplaudiria, em pé e isto seria o choque de idoneidade que elevaria a qualidade da política brasileira. continuar lendo